sábado, 26 de março de 2011

DESPEDIDA

Na rua estreita
que se afunila
negando acesso
a morada do teu ser,
ficou perdido meu canto,
e as flores que trazia nas mãos
murcharam de dor
quando teus olhos
fizeram chover indiferença
nas delicadas pétalas
cor de azul amor.
Intrépida,
entre gemidos e espinhos,
tateando com as mãos
trêmulas do meu coração,
ousei chegar a ti.
Agora, aqui estou,
pagando preço em lágrimas
por tanto te amar.
Não resta outra saída,
a não ser, tristemente,
dar asas a minha despedida.

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